Sabores do RN
Gastronomia potiguar
Da ginga com tapioca da Redinha à carne de sol do sertão: os pratos típicos do Rio Grande do Norte que valem entrar na sua viagem.
Natal, Redinha
Ginga com tapioca
Peixinhos pequenos, as gingas, fritos no dendê, espetados num palito e servidos dentro de uma tapioca: é o prato mais famoso da Redinha, na zona norte de Natal. Nasceu como comida de pescador, quando dona Dalila e seu Geraldo resolveram aproveitar a ginga, peixe miúdo que vinha na rede e costumava ser descartado.
Feita há mais de cinquenta anos no bairro, a ginga com tapioca virou patrimônio cultural imaterial de Natal na mesma lei que fez do Mercado Público da Redinha, construído em 1921, patrimônio da cidade. Desde 2019, uma lei estadual também a reconhece como patrimônio do Rio Grande do Norte.
Herança indígena, em todo o estado
Tapioca
A tapioca é feita com a goma extraída da mandioca, que vai à frigideira quente e vira um disco macio, dobrado com recheio doce ou salgado, como coco ou queijo de coalho.
É herança indígena: o nome vem do tupi, e os povos originários já faziam variações de beiju com a mandioca muito antes da chegada dos portugueses. No Rio Grande do Norte, é também a tapioca que acompanha a ginga, na Redinha.
Fontes:Wikipédia: Tapioca
Sertão
Carne de sol e paçoca de pilão
Apesar do nome, a carne de sol não seca ao sol: a peça recebe pouco sal e desidrata em lugar coberto e ventilado, o que deixa o interior úmido e macio. À moda potiguar, chega à mesa com macaxeira frita ou cozida, feijão verde, arroz de leite, farofa e manteiga da terra.
Desfiada e socada no pilão com farinha de mandioca e cebola, a carne de sol vira paçoca, comida de origem tropeira, feita para durar nas longas viagens pelo interior.
Fontes:Wikipédia: Carne de solWikipédia: Culinária do Rio Grande do NorteEstado de Minas
Seridó e Ceará-Mirim
Queijo de coalho e queijo de manteiga
Firme, o queijo de coalho aguenta a brasa: assado, fica dourado por fora e macio por dentro. Ele e o queijo de manteiga são o destaque das queijeiras artesanais do Seridó, a maior bacia leiteira do estado, e de Ceará-Mirim.
O queijo de manteiga tem quase três séculos de tradição no Seridó. A coalhada vai ao fogo com leite fresco, sal e manteiga, mexida devagar até ganhar a textura macia e amarelada. Em março de 2026, o INPI publicou o pedido de Indicação Geográfica "Caicó" para o queijo de manteiga de 24 municípios do Seridó.
Fontes:Sebrae-RNINPI, Revista da Propriedade Industrial nº 2879Agência Sebrae de NotíciasWikipédia: Culinária do Rio Grande do Norte
Litoral
Camarão e caranguejo
O Rio Grande do Norte é o segundo maior produtor de camarão do Brasil, atrás apenas do Ceará: foram 31,6 milhões de quilos em 2024, segundo a Pesquisa da Pecuária Municipal do IBGE. No litoral, ele aparece em muitos pratos, como o bobó de camarão.
Na caranguejada, o caranguejo é cozido no leite de coco com tomate, pimentão, cebola e temperos, e se come com martelinho na mesa.
Fontes:Tribuna do Norte (dados do IBGE)Wikipédia: Culinária do Rio Grande do Norte
Em todo o estado
Cuscuz de milho
Massa de milho temperada com sal e cozida no vapor, na cuscuzeira. Depois, é umedecida com leite de coco, com ou sem açúcar.
Sertão nordestino
Baião de dois
Arroz e feijão, de preferência verde, cozidos na mesma panela, com queijo de coalho, nata e cheiro-verde. De origem cearense, está entre os pratos típicos de todo o Nordeste, inclusive do Rio Grande do Norte.
O nome vem do baião, o ritmo, e ficou famoso em meados do século 20 com a música de Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga.
Fontes:Wikipédia: Baião de doisWikipédia: Culinária do Rio Grande do Norte
Serra do Mel e litoral
Caju: castanha, doce e suco
Do caju saem doces e suco, e a castanha torrada. A castanha de caju de Serra do Mel, maior produtor do Rio Grande do Norte, recebeu em 2025 o registro de Indicação Geográfica na modalidade Indicação de Procedência. O município tem cerca de 13 mil hectares de cajueiros, e mais de 80% da castanha beneficiada é exportada.
No litoral sul, em Pirangi, fica o Maior Cajueiro do Mundo, uma das paradas do Passeio Litoral Sul.
Fontes:Agência Sebrae de NotíciasWikipédia: Culinária do Rio Grande do Norte
Festas juninas
Pamonha e comidas de milho
Milho verde ralado, misturado com leite ou leite de coco, colocado dentro da própria palha do milho, amarrada nas pontas, e cozido até firmar: essa é a pamonha, que pode ser doce ou salgada. O nome vem do tupi e lembra a textura grudenta da massa.
É uma das comidas típicas das festas juninas.
Fontes:Wikipédia: PamonhaWikipédia: Culinária do Rio Grande do Norte
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