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Viaje bem

Turismo responsável

O litoral potiguar tem dunas, recifes de coral, golfinhos e tartarugas protegidos por lei. Estas são as regras e os cuidados que valem para quem visita.

Dunas e Morro do Careca

Algumas das dunas mais visitadas do estado ficam dentro de unidades de conservação, com regras próprias de visita.

  • Não suba o Morro do Careca, em Ponta Negra: a subida é proibida desde 1997, e a duna vem perdendo altura, 2,37 metros em 17 anos, segundo estudo da UFRN.
  • As dunas de Genipabu ficam na Área de Proteção Ambiental de Jenipabu, criada por decreto estadual em 1995 e administrada pelo IDEMA. O passeio é feito de buggy, com bugueiro credenciado, e a taxa ambiental é paga no local.
  • O Parque das Dunas, em Natal, foi a primeira unidade de conservação do Rio Grande do Norte, criada em 1977. As trilhas são guiadas por um orientador e precisam de agendamento.
Dunas com segurança, no Guia prático

Piscinas naturais e recifes de coral

Os parrachos de Maracajaú, Rio do Fogo e Perobas ficam na Área de Proteção Ambiental dos Recifes de Corais, criada em 2001 pelo governo do estado e administrada pelo IDEMA, que publica a lista de embarcações autorizadas a levar turistas até lá. Recomendações da campanha Conduta Consciente em Ambientes Recifais, do Ministério do Meio Ambiente:

  • Não toque nos corais: são animais frágeis, que morrem com facilidade, e você pode se machucar.
  • Nunca alimente os peixes, porque isso prejudica a saúde dos animais marinhos.
  • Não leve nada: conchas, corais, ouriços e estrelas-do-mar servem de abrigo e devem ficar no ambiente.
  • Ao entrar nas piscinas naturais, use só protetor solar à prova d'água.
  • Em águas rasas, evite nadadeiras para não quebrar os corais e movimente-se devagar para não afugentar os animais.
  • Informe-se sobre a maré antes de ir, para evitar situações imprevistas.
  • Não compre artesanato feito com corais ou outros animais marinhos: esse comércio é crime ambiental.
Tábua de marés dos próximos dias

Golfinhos e tartarugas em Pipa

O boto-cinza, o golfinho das enseadas de Pipa, está ameaçado de extinção. Em março de 2026, um acordo do Ministério Público Federal com a prefeitura de Tibau do Sul e a associação do turismo náutico de Pipa criou novas regras para os passeios de barco.

  • Os barcos mantêm pelo menos 100 metros de distância dos golfinhos e ficam no máximo 10 minutos observando cada grupo.
  • Perseguir, cercar ou tentar mudar o caminho dos animais é proibido.
  • Desde 2002, o Projeto Tamar percorre as praias da região na temporada de desova da tartaruga-de-pente, espécie ameaçada de extinção no Brasil.
  • À noite, mantenha a praia escura: luz artificial atrapalha as tartarugas. E não mexa nas estacas que marcam os ninhos protegidos.

Comunidades e lugares

Muitas paradas dos passeios são vilas de pescadores e comunidades pequenas, como São Miguel do Gostoso e Galinhos.

  • Valorize as áreas protegidas e respeite as comunidades locais: a sua visita também ajuda a conservar a natureza.
  • Leve o seu lixo embora e nunca o deixe na praia, nas dunas ou nas lagoas.
  • Busque informações com condutores e profissionais da região.
  • Peça licença antes de fotografar pessoas.

Como a Cabra da Peste trabalha

O que já faz parte dos nossos passeios:

  • Somos agência registrada no Cadastur (nº 68.685.626/0001-12), o cadastro do Ministério do Turismo obrigatório para agências de turismo.
  • O passeio de buggy em Genipabu é feito com bugueiro credenciado.
  • Os passeios que dependem da maré, como Maracajaú e Galinhos, saem no horário que a tábua de marés permite.
  • Taxas ambientais, ingressos e barcos são pagos direto a cada atrativo.
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